Hackers roubam dados de 29 mil clientes de corretora

24/01/2017 / Fonte: Folha de S.Paulo via Revista Apólice

Dados de cerca de 29 mil clientes da XP Investimentos foram roubados por hackers. Eles tentam desde o fim do ano passado extorquir dinheiro dos sócios da empresa, ameaçando expor as informações.

O ataque à base de dados da empresa ocorreu ao longo de 2013 e de 2014. Mas apenas em dezembro de 2016 os criminosos começaram a pedir dinheiro para não divulgar as informações coletadas, afirmou a XP Investimentos no dia 23 de janeiro.

Num dos pedidos, os hackers exigiram o pagamento de R$ 22,5 milhões “convertidos em bitcoins” – moeda usada no mundo virtual.

A transferência não foi feita e a corretora inicial uma investigação interna.

O episódio foi relatado às autoridades e atualmente está sendo investigado pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pelo Banco Central, segundo a empresa. Pela característica do crime, a apuração está sob sigilo.

O caso, revelado pelo jornal “Valor Econômico”, atinge 15% da base de clientes da corretora.

Segundo a XP, os hackers não roubaram senhas ou registros financeiros, mas dados cadastrais com informações como nome completo e endereço dos clientes.

No mesmo período em que os criminosos acessaram a base de dados, no entanto, três clientes da XP foram vítimas de fraude e cerca de R$ 500 mil foram desviados de suas contas.

O golpe ocorreu após a abertura de contas falsas em nome dos clientes em bancos – as transferências de valores de corretoras só podem ser feitas para contas bancárias da mesma titularidade.

A XP informou que ressarciu os três clientes e nenhum deles teve prejuízo em decorrência da fraude.

Mensagens

A corretora vinha tentando manter o vazamento dos dados sob sigilo, mas, na tentativa de aumentar a pressão sob os sócios, os hackers passaram a enviar mensagens diretamente a alguns dos 29 mil clientes cujas informações foram roubadas, relatando o ocorrido.

A XP enviou então um comunicado aos clientes. A mensagem, contudo, não narrava a extensão do ataque.

Criada em 2001 por Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnave, a XP tornou-se uma das maiores corretoras do país e tem investido alto justamente na expansão de sua plataforma digital.

A empresa afirmou que lamenta o ocorrido e que, nos últimos anos, reforçou “sua estrutura de segurança da informação” e investiu “em infraestrutura, processos e softwares”.

 

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SEGURO VAI GARANTIR CONCLUSÃO DAS OBRAS NA NOVA LEI DE LICITAÇÕES

 

Fonte: Brasil n3w5

O seguro garantia deve ganhar um novo significado no Brasil. Isso porque, ainda sem data para ser votada na Câmara dos Deputados, a nova Lei de Licitações – que já foi aprovada no Senado Federal em dezembro de 2016 – trará muitas mudanças significativas para o setor, caso aprovada. A nova lei deverá garantir a conclusão das obras, pois terão um seguro de até 30% do valor total, e ainda que a empresa executora abandone o canteiro, a verba estará disponível para que haja a conclusão.
O texto determina que todas as empresas selecionadas em licitações para a execução de obras orçadas acima de um determinado limite apresentam apólices de seguros com cobertura contra riscos de inadimplência do contrato e de falta de pagamento dos trabalhadores da obra/serviço ou dos fornecedores de materiais.
A figura do seguro garantia será obrigatória para as contratações acima de R$100 milhões, no valor de pelo menos 30% da obra. Assim, se a empresa construtora não concluir a obra, a seguradora será obrigada a conclui-la ou pagar o total estipulado na apólice.
Atualmente, a exigência de garantia fica a critério da autoridade competente e varia de 5% a 10% do valor da obra. Como consequência, se o contratado, por exemplo, abandonar um projeto antes do seu término, toda a sociedade irá arcar com os custos decorrentes disso, pois o valor de garantia é muito baixo para cobrir todo o custo restante. Agora, a porcentagem passa a ser de 30% e a obrigação da seguradora finalizar o contrato.
Evolução do projeto: do PLS 559 ao substitutivo
O advogado destaca que a evolução do Projeto de Lei do Senado – PLS nº 559, a partir do substitutivo apresentado pelo senador Fernando Bezerra, é notável.
Para o professor Murilo, alguns pontos fundamentais, no entanto, ficaram de fora, como a obrigação de qualificar o servidor previamente ao ingresso em comissões de licitação.

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