Telemetria vai mudar mercado de seguros em breve

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Data: 31/05/2016  Fonte: redação Planeta Seguro
       O uso da telemetria para definir preços mais flexíveis e orientados ao desempenho dos usuários começa a mudar diversos setores no Brasil, como seguros, saúde, distribuição e logística. “No máximo em três anos, a telemetria será uma realidade nos negócios das seguradoras em nosso mercado”, prevê Rodrigo Ventura, executivo do gA para a área de Transformação Digital em Serviços Financeiros.
       “Assim como nas corridas de Fórmula 1, gestora das novas tecnologias que permitem monitorar o desempenho dos automóveis em tempo real, sairão na frente na conquista de maior posição no mercado segurador as empresas que conseguirem montar carteiras mais rentáveis a partir da seleção de clientes que oferecem baixo risco”, acrescenta.
        A onda da telemetria ganhou força na Europa com a combinação de novas ferramentas analíticas (Big Data, Internet das Coisas e Mineração de Dados).  Na Itália, por exemplo, a grande maioria das seguradoras já utiliza a telemetria e premia com bônus e descontos atraentes os segurados que aceitaram abrir seus dados a partir de dispositivos acoplados ao computador de bordo dos automóveis ou mesmo apps instalados no smartphone. Hoje, nos Estados Unidos, Europa e Brasil todos os carros já saem de fábrica com a famosa porta OBD – On-Board Diagnostic , um sistema de autodiagnostico usado pelos mecânicos para identificar e corrigir falhas. E com os novos dispositivos acoplados aos sistemas internos, os carros conectados ganharam mais tecnologia que os foguetes espaciais.
        Todos os dados de condução do veículo são encaminhados para uma central que classifica diversas variáveis (freadas bruscas, aceleração, velocidade, agressividade nas curvas, direção perigosa, horários, localização gps) para selecionar os que oferecem menos riscos e conceder descontos no valor da apólice na renovação. “As pessoas perceberam que o valor do seguro ficou mais baixo, em média, 30%,  ao aderirem aos programas lançados pelas seguradoras com o controle dos dados e abriram mão de sua privacidade”, informa Rodrigo Ventura, do gA.
        “A grande vantagem da telemetria para as seguradoras é poder elaborar estratégias mais rentáveis, ao separar o risco bom do ruim, bem como otimizar toda a cadeia de valor, já na entrada do novo cliente rigorosamente selecionado, na gestão do ciclo de vida da apólice, até a regulação de sinistros e fraudes.  Através da individualização é possível elaborar ofertas comerciais agressivas para conquistar mais clientes com direção segura. Antes os critérios eram mais genéricos, baseados em médias, como faixa etária, filhos, distância do trabalho, garagem própria”, acrescenta o especialista do gA. Para os clientes, além do preço diferenciado, as vantagens incluem rastreamento e recuperação do automóvel roubado, localização mais rápida do guincho, acionamento de ambulâncias, entre outras.
          A telemetria também começa a ser utilizada por oficinas mecânicas no conceito de carros conectados. Os dispositivos analíticos conseguem antecipar a necessidade de manutenção antes de ocorrer algum problema grave nos freios, pneus, peças e motor.
         Na área de saúde, a telemetria auxilia no controle de doenças em tempo real mediante controle de batimentos cardíacos, pressão arterial, glicose.
         No setor de transporte e logística, as locadoras de automóveis, frotas de táxi, transportadoras podem monitorar os profissionais por meio da telemetria e selecionar quais motoristas cuidam dos veículos e possuem melhores habilidades e performance.

 

Susep critica reportagem da Quatro Rodas e aponta riscos para o leitor

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07/06/2016 / Fonte: CQCS

Em contundente correspondência enviada para o editor da “Revista Quatro Rodas”, o superintendente da Susep, Roberto Westenberger, rebateu vários tópicos da reportagem intitulada “Negócio entre amigos”, publicada na edição n° 682 do referido veículo, em maio, abordando as chamadas “proteções veiculares”, a qual gerou forte reação entre os corretores de seguros.

Na mensagem, o titular da Susep, em nome da autarquia, alerta que essas “proteções veiculares” se constituem em operações não reconhecidas pela legislação vigente e “podem trazer prejuízos ao público leitor da revista e consumidores de seguros de forma geral.

Cita ainda a chamada de capa da matéria “Economia – Pague até 70% menos no seguro de cooperativa” advertindo que “há uma ilegalidade contida nesta afirmação”, por ser vedada a comercialização de seguros através de cooperativas, as quais, de acordo com o artigo 245 do Decreto Lei 73/66, só podem comercializar, exclusivamente, seguros agrícolas, de saúde e de acidentes de trabalho, devidamente autorizadas pela Susep.

Outro ponto criticado pela Susep foi o título de página da reportagem: “Cooperativas oferecem seguros até 70% mais baratos do que as seguradoras tradicionais”. Na avaliação da Susep, apesar de a matéria fazer uma ressalva ao consumidor sobre os riscos que essas operações oferecem, para o leitor menos atento ou não tão familiarizado com o assunto, pode “ocorrer uma indução involuntária resultando na escolha para proteção do veículo de uma entidade que passe por seguradora, mas não esteja autorizada a atuar como tal”.

O texto critica também o quadro ilustrativo, sob o título “O custo da segurança”, tendo como subtítulo “Comparamos o preço do seguro de seis modelos 0 Km entre três seguradoras e três cooperativas”. Para a Susep, tal comparação se constitui numa ilegalidade. “Não há similaridade entre os seguros oferecidos por empresas com sólidas reservas que garantem as indenizações aos consumidores, e as operações da chamada proteção veicular, que não possuem nenhum tipo de garantia”, enfatiza a autarquia.

O superintendente da Susep igualmente aponta o risco de se induzir os consumidores a acreditar que ao contratar uma “proteção veicular”, ele esteja contratando um seguro, com todas as garantias que as seguradoras autorizadas pela Susep oferecem. E destaca que as citadas Auto Visa Rio, AGPV do Brasil e APM Brasil não possuem autorização para comercializar seguros.

Por fim, o texto informa que a Susep foi responsável por 161 ações civis públicas, atualmente em curso, contra cooperativas, associações e outras instituições que operavam indevidamente, sob a forma de seguradoras. Com o intuito de colaborar com a revista, levando em conta seus princípios de bem informar aos leitores, reforço este alerta para os fatos destacados da reportagem, tendo a certeza de que todas as controvérsias apontadas serão esclarecidas da melhor forma possível”, conclui a mensagem.

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