Alta sinistralidade eleva preços dos seguros

 

Devido à alta sinistralidade e menor resultado financeiro no último ano, o mercado de seguros deverá ajustar seus preços para 2017. Apesar do crescimento de 8,5% nas receitas em fevereiro deste ano, as baixas do seguro de automóvel, que detém a maior fatia do mercado, mais as despesas de saúde, pedem um ajuste de preços.

Segundo dados da Susep, apenas em março de 2017, os sinistros ocorridos somaram R$ 219,7 milhões, valor 10,7% maior do que na comparação com o mesmo período do ano passado.

Para o diretor de relações com investidores da Porto Seguro, Marcelo Barroso Picanço, ainda não deu tempo de recompor as safras de vendas das frotas de veículos. “Isso somado ao prêmio médio inferior e ao aumento de risco eleva a tendência de que o sistema comece um reposicionamento de preço em 2017 para compensar os valores perdidos na indústria”, explica.

Já para a especialista em seguros, Marcia Cicarelli, apesar do momento de recessão ter impactado o mercado, a base autuarial é o que determinada a precificação e não se reverte de maneira imediata. “Depende um pouco da base de cada seguradora. É um processo cíclico que faz parte de uma estratégia de longo prazo e que está dentro de um amplo horizonte. Na medida que os concorrentes adotem preços mais racionais, a competitividade deve ficar mais acirrada e aquecer um pouco mais o setor conforme a melhora gradativa na micro e na macroeconomia”, acrescenta Picanço.

 

11/05/2017 / Fonte: Sincor-SP

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