A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai permitir que as empresas aéreas liberem o uso, pelos passageiros, de equipamentos eletrônicos portáteis a bordo em todas as fases do voo. Hoje, os equipamentos devem ser desligados durante a decolagem e o pouso dos aviões.
A medida vale para celulares, tablets, câmeras fotográficas, entre outros – que devem, no entanto, permanecer em “modo avião”, ou seja, com o modo de transmissão desligado (impedido de realizar ligações e acessar a internet).
A resolução também permite que os celulares possam ser usados em modo ativado após o pouso, enquanto o avião faz o taxiamento até o portão de desembarque. Pelas regras atuais, esses equipamentos devem permanecer desligados até o desembarque do passageiro.
A permissão não é imediata para todos os voos, no entanto. As empresas aéreas precisam obter autorização da Anac para liberar o uso dos equipamentos e, para isso, precisam assegurar que o uso dos mesmos em todas as fases do voo não causa interferências nos sistemas de comunicação e navegação de suas aeronaves.
A Electronic Frontier Foundation (EFF), organização americana que monitora a liberdade de expressão na Web, publicou um estudo sobre a segurança nos bate papos.
Trata-se da primeira vez que o nível de segurança dos conteúdos intercambiados através dos programas de mensagens nos dispositivos móveis ou na Internet é analisado. Para fazer isso, sete critérios foram submetidos a 39 serviços, incluindo a criptografia de conteúdo durante a transferência, a capacidade de verificar a identidade dos interlocutores ou ainda a proteção das antigas mensagens quando os identificadores são roubados. A organização destacou que ChatSecure/Orbot, CryptoCat, Signal/RedPhone, Silent Phone, Silent Text e TextSecure respondem a todos esses critérios.
Entre os serviços de mensagens mais populares, só a Apple se destaca comcinco critérios dos 7. Os outros se encontram na lista dos maus alunos. Na verdade, o Facebook Chat, Google Hangouts, Skype, Snapchat e WhatsApp cumprem apenas comdois critérios. Pior, AIM, BlackBerry Messenger, Viber e Yahoo! Messenger alcançam apenas um critério. Resultados que inquietam ou, pelo menos, decepcionam.
Essas empresas contam muito com esses serviços de mensagens que contribuem, em muito, para a sua notoriedade. Este estudo vai, certamente, fazer os usuários se questionarem. Resta ver se estes grandes serviços vão melhorar a segurança das mensagens. Sobretudo, que gigantes como Yahoo!, AOL ou BlackBerry tem os meios para desenvolver produtos mais seguros. Sem esquecer que os dirigentes destes grupos, desde as revelações de Edward Snowden, começaram a privilegiar a proteção dos dados.
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) publicaram ontem o edital de divulgação da nova versão do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do segundo lote do Arco Rodoviário Metropolitano do Recife. Esse trecho é o menos problemático em termos de impacto ambiental e por isso foi o primeiro a ter o EIA-Rima publicado para, justamente, acelerar o processo burocrático de lançamento da obra, prevista para começar no segundo semestre de 2015. O trecho dois do Arco Metropolitano envolve a construção da estrada que vai ligar a BR-408 em Paudalho à BR-101 Sul no Cabo de Santo Agostinho, próximo ao Hospital Dom Hélder Câmara, fazendo conexão com a BR-232, na altura de Moreno.O primeiro lote, que gera mais passivos ambientais, ainda terá o EIA-Rima publicado. Esse trecho envolve a parte da estrada que ligará a BR-408 à BR-101 Norte, em Goiana.
“O lote 2 é menos problemático, tem menos impactos ambientais, pois passa por área com influência humana. Não há nesse trecho nenhum maciço de vegetação. Foi dada prioridade pelo Dnit e CPRH para ser licenciado logo, de forma a iniciar a obra mais rapidamente”, considerou o presidente da Agência de Meio Ambiente (CRPH), Paulo Texeira. Ele comenta que as duas instituições resolveram separar o projeto original do Arco em dois lotes por causa disso.
O lote um, no projeto original, passava pela unidade de conservação Gurjaú, na Mata de Aldeia, localizada entre Moreno e Jaboatão, local de mananciais e nascentes de rios, gerando clamor na sociedade civil e inviabilidade da obra. Para o novo desenho do lote 1 é esperado que a pista do Arco Metropolitano faça o contorno da mata.
Sobre o lote 2 apresentado ontem para consulta pública, Texeira diz que o novo projeto trouxe modificações importantes. “Acredito que por falha de impressão, o EIA-Rima anterior não apresentava o trajeto total do empreendimento. Eles agora colocaram o local das pistas de rolagem, todas elas. Ou seja, diz exatamente onde começa, onde termina e por onde passa, além de quantas faixas de tráfego tem. Essa foi a principal melhoria, as outras são mais técnicas”, salientou.
Com a publicação do EIA-Rima ontem, começa na segunda-feira (10) a contagem de 60 dias para a finalização do processo de estudo ambiental da obra. A audiência pública está marcada para 35 dias depois, devendo ocorrer no dia 15 de dezembro. Ao final desse prazo, se o parecer for favorável, a CPRH emite a licença prévia (LP), liberando o DNIT para lançar o edital que vai contratar a empresa que fará o projeto e a execução da obra.
Caso haja novas exigências durante esse período, o tempo de contagem é suspenso até que o departamento nacional adeque o projeto. O Arco Metropolitano está orçado em R$ 1,2 bilhão.