Com troca de governo, CNSeg quer destravar projetos de seguros

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Ampliação do limite do seguro garantia é um dos pontos da agenda, diz Marcio Coriolano, que defende papel do setor na promoção do desenvolvimento.
No momento de troca de comando na Presidência da República, em que a recuperação econômica é a principal prioridade do novo governo, a liderança da indústria de seguros vai se dedicar a emplacar o setor como agente de desenvolvimento e a lutar por mais estabilidade regulatória.

Para isso, pretende trabalhar junto à nova equipe e destravar alguns projetos caros ao setor, de acordo com Marcio Coriolano, presidente da CNSeg, a confederação nacional das seguradoras.

“A mudança principal que queremos é que o governo se abra para receber nossas propostas. Não só na Susep e na ANS [Agência Nacional de Saúde Complementar], mas nos ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Saúde, para podermos mostrar que políticas macroeconômicas são melhores para o país com nossa colaboração”, afirmou.

“O novo governo pode estar mais atento a isso, justamente porque vai rever as políticas macroeconômicas. O setor tem R$ 800 bilhões em ativos que protegem os riscos. Esse dinheiro todo está à disposição para promover desenvolvimento — e quanto mais o setor cresce, mais acumula ativos.”

Coriolano considera uma obrigação da CNSeg bater na porta dos ministérios para liberar projetos que vêm sendo trabalhados pelo mercado. Segundo ele, entram nesta pacote a regulamentação do seguro de automóvel popular, a ampliação do limite do seguro garantia (de 5% para 30% do valor da obra) e da implementação “rápida” do Seguro de Vida Universal (um produto com prêmios e coberturas customizadas de acordo com a idade do cliente, cujas vendas estavam previstas para começar no primeiro trimestre deste ano).

Para o presidente da confederação, além do estímulo na economia, esses projetos também contribuem para proteção dos cidadãos. “Num momento de dificuldades isso é fundamental”, disse ele a Risco Seguro Brasil nesta quarta-feira (11/5), durante posse da nova diretoria do Sindicado das Empresas de Seguros do Paraná e Mato Grosso do Sul, encabeçada por João Gilberto Possiede, que assume o décimo mandato à frente da instituição.

“Justamente nesses momentos, as pessoas ficam mais inseguras porque perderam ou podem perder o emprego, tiveram renda reduzida, existe uma volatilidade muito grande de ativos. O seguro pode orientar adequadamente o consumidor sobre qual a melhor proteção para ele neste momento.”

 

Retomada

Segundo Coriolano, “é unânime” que o trabalho de recuperação da economia não será simples. Mas ele acredita na volta da confiança dos investidores tão logo o governo deixe claro que possui políticas firmes e que se crie um ambiente melhor para o país.

Mesmo com toda turbulência política neste ano e com projeções de nova queda de mais de 3% do PIB, ele estima que o setor de seguros deva crescer entre 8 e 10% em 2016. “Mas não tenho bola de cristal. O conjunto certamente não vai ter o mesmo desempenho do ano passado”, afirmou.

Em 2015 o setor (incluindo PGBL e VGBL) cresceu 10,1%.

Coriolano lembrou que nos últimos 12 anos o seguro teve um grande impulso devido ao aumento de renda e emprego da população.

“Passamos de 1% para 6% do PIB, que é um numero digno para qualquer país do mundo”, afirmou. “Surfamos a onda. Agora estamos numa circunstância adversa, mas temos capacidade de suplantar o desafio. O seguro vai contribuir para a volta do desenvolvimento.”

fonte :Oscar Röcker Netto Risco Seguro Brasil

 

 

 

 

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